Sono. Acordo antes do despertador, mas já não consigo mais
dormir. E começo a lembrar dos sonhos, os da noite (medo), e os da vida
(conjecturas angustiantes). Banho. Notícias. Comprar pão. Dia nublado como eu.
Humor opaco como o dia, quero meu brilho de volta.
(E me acompanha a todo instante a culpa por estar melhor do
que muita gente, e mesmo assim não querer estar.)
"Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que
puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai, mas eu preciso ser
Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas. Meu olho começou a ver de
novo as pobres coisas do chão mijadas de orvalho. Não preciso do fim para
chegar. Do lugar onde estou já fui
embora."
(Será falta de coragem?)
Uma saudade.
Uma vontade de chorar que não se dissipa com o cheiro do café.
Mas é necessário dar bom dia às pessoas que tem problemas maiores que os meus.
2 comentários:
embora eu não goste de aviões, aprendi algumas coisas que me ajudam:
- visto de cima, tudo parece menor (eis um site que noticia ações solidárias e de paz entre palestinos e israelenses, que a imprensa por aí evita de publicar: www.justvision.org)
- na hora da turbulência, rezar ajuda; sentir culpa, não!
- coloque a máscara de oxigênio primeiro em ti, para só depois ajudar a pessoa ao lado (se eu não cuidar de mim, quem vai cuidar? e ainda corre o risco de ambos ficarem sem oxigênio!)
- comida de avião não é comida. cozinhar para si faz muito bem.
*
(tomara que esse comentário não pareça uma página de um livro barato de auto-ajuda rsrs. faz parte do "jogo" mostrar o mundo tão cruel, pra gente sentir culpa e realmente não conseguir fazer nada...)
*
beijo!!
Valeu Aninha!!
:D
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