segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tratado de novembro



Faço um acordo comigo mesma. Me obrigo, me pressiono, reflito, me convenço. Faço juras e promessas sem nenhum deus. Sou só eu, sozinha, sem intercessores, sem juízes, sem guardas. Prometo então que não cairei de novo na mesma armadilha. Armadilha do meu pensamento, labirinto, túnel sem volta, não entrarei.
Não, não, não.
E não. 
Pensava já ter andado o bastante e aprendido todos os atalhos. Mas quase dava o primeiro passo no caminho torto, já tão familiar. Sorte é que alguém me segura pela mão.
Desta vez, não cairei na mesma armadilha. Se não por opção, por teimosia. Ou orgulho. Afinal, já estou cansada de ouvir minha própria voz me cobrando toda sorte de obrigações... Desta vez, só a leveza é permitida.
Hoje, enterro o passado.
Que lá fique, com seu peso, enquanto eu vou pra janela soprar bolhas de sabão, e observar a beleza luz refratada, e lembrar do que me encantava nas aulas de Física e ouvir o álbum do Pink Floyd e nunca mais esquecer que as possibilidades tendem ao infinito.

2 comentários:

Anônimo disse...

que bonito, Polli

Tobias Divagando disse...

Muito obrigado pela visita!
Já estou acompanhando o seu tb.