domingo, 27 de fevereiro de 2011


 I - O caos para ela tem justamente a forma da ordem.

II - A Valse d`Amelie, na versão com orquestra, ainda é  uma das músicas mais lindas. É capaz de passar horas ouvindo, sentada, com o corpo parado e o pensamento a toda velocidade, valsando de olhos fechados.

III - Tem medo do escuro, de dormir de costas pra porta, do Diabo, e de ser feliz. Mas acima de tudo, tem medo do próprio tato, de todos os sentidos, mas do tato principalmente. Sensação, desordem. Sensação de desordem.

IV - A palavra liberdade a ronda desde muito. Ouviu de um mestre que liberdade não é soltura, mas sim conseguir manter uma distância mínima dos sentimentos que nos fazem mal. Achou que fazia sentido: liberdade como um exercício, e não como um estado. De resto, fica a dúvida também rondando: como saber se o que está fazendo é liberdade, ou é reprodução, apenas com outra roupa?

V - ‘Anyway, I can try
       Anything it's the same circle
       That leads to nowhere and I'm tired now.
       Monochrome floors, monochrome walls.’

VI - Anda pensando demais. É hora de dar umas férias à Razão.

VII - Será que tem ambição demais, ou de menos?

VIII - Uma dorzinha no estômago começa domingo à noite.

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