"Era preciso dizer-lhe, mas tão aquém, mas tão fugaz: que era de melodia que se tratava, que era de corpo e voz e riso e pele e seu breve instante de róseo embaraço. Que já pouco de dentro, mais e mais do contorno. Que a palavra quase como fulguração. Que era vida, tão vida. Os olhos se seguram como podem. Queria dizer-lhe, mas melhor o fazia em silêncio."
(Marília)
Um comentário:
quem me dera ver as pessoas caladas, por um breve instante só. Imagina se elas aprendessem a olhar nos olhos então! Então comunicaríamos muito mais. O melhor da vida fazemos calados.
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