Do adiamento se faz o hiato
(tão urgente)
Do encontro se faz a fuga
(ou o contrário...)
Da busca se faz o texto
(e a poesia?)
Do sonho se faz o vazio
(e o caminho...)
E “no meio do caminho tinha um fio”
Do fio se faz a trama desfeita sempre
(e o que fica além do nó?)
Um devaneio, e tanta música, e os olhos fechados de medo e vontade
(há espaço, ora!)
“No meio do menino tinha um vão
Um vão que de tão cheio era vazio”
Meus momentos,
difusos,
incontornáveis,
(de tão nítidos)
se encontram
em trânsito (...)
(com versos de No meio do caminho, de Leandro Maia)
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