“[...] Ali, no turbilhão e na vertigem da corrente vital, um
ponto de apoio que permite a ilusão da permanência e da unidade: o sujeito. Não
saia de casa sem ele.”
“[...] O moralista diz ‘deves’. O imoralista pergunta: ‘quem diz que deve?’. O moralista pretende atribuir a opção por determinados valores a um universal ‘nós’. O imoralista pergunta: ‘nós quem?’. Ao menor questionamento da ‘moral’, o moralista evoca o perigo, o risco, a ameaça – à humanidade, à civilização, à cultura, à família. O moralista é o arauto do pânico – moral, é claro. Para o imoralista, em troca, a única coisa em risco são os valores do próprio moralista e o único pânico é o do questionamento de sua própria existência. O moralista é um apocalíptico: não é para menos, pois seus valores – transcendentais, acima da história – estão sempre ameaçados justamente pela história. O imoralista, pelo contrário, é um otimista: a criação de novos valores é um campo sempre aberto. O moralista paralisa (-se). O imoralista dança.”
“Puxar o tapete do moralismo não significa, entretanto, simplesmente renunciar a qualquer valor. [...] Significa, em vez disso, tão-somente situá-los, colocá-los em sua devida e respeitável posição de criaturas, de invenções, de artefatos. Um valor deve saber seu lugar.”
Tomaz Tadeu, Composições.
5 comentários:
és a segunda pessoa a me recomendar esse filme, vou já dar um jeito nisso!
a propósito, as palavras que escolheste aqui fizeram um sentido que chegou a doer!
gracias por compartilhar!
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peguei o filme na locadora e um outro filme me pegou, e agora lanço ele pra ti: "na natureza selvagem". fantástico.
beijo!
muchas gracias pela indicação do filme, Polli! gostei muito de ver/escutar/sentir!
=]
oi Polli!
é uma flor tão comum, e ao mesmo tempo tão bonita, que nunca ousei chamá-la pelo nome...
a musa da foto mora no jardim cativado pela minha vó!
beijos!!
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sei que é uma bromélia, ajuda???
=]
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