sábado, 25 de julho de 2009

(des) arrumações - ao som de samba

No sábado ocioso resolvi ocupar a cabeça e fui então organizar minha escrivaninha, que há tempos clamava por um pouco de ordem.
Revirando papéis, livros e caixas, reencontrei muitas coisas, desde lixo até livros que nunca li e sempre guardo de novo pra ler quando tiver tempo... (esta nossa sina de querer ler todos os livros do mundo...)
Reencontrei na gaveta um envelope com cartões antigos, algumas fotos e alguns poemas que ganhei de um ex-colega da Física, dentro de um envelope onde se lê Ofício do Ócio. Transcrevo os que mais gosto, porque acho que são muito bons, e não é justo que fiquem engavetados. Não coloco seu nome, e espero que se algum dia ler isto, ele me perdoe a indiscrição.
Este primeiro é o que mais gosto, e o último é para mim.

REVELAÇÃO

É com os poetas
Que você descobre
Quem você realmente é,
Mas se esqueceu de ser.


PÓS-FESTA


A máscara caiu.
A opulência,
A elegância
A riqueza
Tudo se foi
Só sobrou o sorriso.


DOS MENTIROSOS


Paciência com os mentirosos,
Eles só querem alguém
Que acredite nas suas verdades.


MOMENTO PAR ÍMPAR

O par sentado
Espera o pôr-do-sol
E lá vem ele:
Amarelo, vermelho,
Laranja, rosado
Violeta, lilás,
Azul.
Um beijo demorado
E já é noite.


PASSADO PRESENTE


O que a vida não me concedeu
Não me interessa
Nem todas as oportunidades que perdi.
Iludo-me, sempre que possível...


OLHEI NOS SEUS OLHOS


Olhei nos seus olhos
E vi
Algo que nunca havia visto
Vi ternura e vi bondade.
Esse brilho
Essa cor
Só os seus olhos têm
Esses olhos lindos
Harmonizam tão bem
Com o seu rosto...
Mas no seu rosto
Não me vou perder
Pois certamente eu iria ficar
Mais perdido do que se poderia estar.

(...)

E reli também um livro de história para crianças, que escrevi para um trabalho do colégio, nos meus tempos de Magistério. O livro conta a história de um menino que enfrenta uma coisa de que tem medo, e que no final não é tão assustadora quanto parecia. É uma história engraçada, ou pelo menos tenta. Fiz até as ilustrações... Naquela época os computadores não eram tão comuns, e como minha letra era feia, pedi pra minha mãe escrever o texto no exemplar artesanal do livro.
Sempre achei sua letra linda.

3 comentários:

Ana Stumpf Mitchell disse...

eu gostaria de ver as ilustrações... e a letra de tua mãe.
=]

Mrs. Flowers disse...

adorei os poemas, polli!
e eu tbm fiquei curiosa pra ver as ilustraçoes e a letra da dona tua mae. eu nao sei pq, mas tambem tinha uma fascinaçao pela letra da minha mae... era tao bem desenhada, redondinha e as letras eram separadas, fato que me tornava mais fascinada ainda (quando eu tava no colegio nao podiamos escrever separado...).

Ana Stumpf Mitchell disse...

já eu tinha um sério problema no colégio em relação à letra de minha mãe: a minha era igual! e faz como, pra provar que bilhete não era falsificado?!

beijo pras damas!

=]