Num movimento abrupto e ao mesmo tempo suave,
numa busca definitiva por alívio, dividiu-se em palavras
e ofereceu sua alma àquele que julgou merecedor,
com as mãos limpas e um sorriso simples,
olhar desarmado, nenhum pedido grandioso.
O presente foi recusado.
O alívio não veio.
E agora, mesmo assim,
sua alma insiste em ficar em frente à porta fechada
sonhando tolamente com o dia em que a porta se abrirá,
e ela será conduzida pela mão escada acima,
de onde então, com certeza, quererá sair.
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