Tenho textos da aula para ler, mas preciso de um tempo para que as percepções do dia se assentem. No meu novo trabalho (voluntário, numa ong, sobre questões ambientais), ainda tento me situar, saber o que vou fazer, definir agenda, mas já tenho a certeza de estar no lugar certo. Hoje, na conversa sobre educação ambiental, fiquei conhecendo a pedagogia própria da ong, que apresenta uma proposta original e que me parece dar conta do objetivo de apropriação e criação cultural e autonomia dos sujeitos. Isso além de contemplar a questão da preservação numa abordagem sistêmica, bastante diferente de alguns trabalhos isolados que apenas seguem a moda do ecologicamente correto. Então fiquei triste a ao mesmo tempo feliz, por perceber que minha mãe, como professora, adoraria este trabalho e o executaria com absoluta perfeição. Tive um lapso e me imaginei conversando com ela sobre detalhes do trabalho com as crianças. Percebo cada dia mais a amplitude de tudo o que ela me ensinou, através da sua postura tão simples e tão ética. E tenho certeza que sempre, ao pensar qualquer questão educacional, antes de qualquer coisa, vou me lembrar das suas aulas e saberei o que fazer. Tanto orgulho acalma um pouco a tristeza, transforma em saudade.
(Só espero não transformar este espaço em um diário, pois sempre achei isso muito chato.)
Um comentário:
...e por mais que tomes precauções, por mais que a forma não seja a de um diário, a gente nunca escapa do desvelamento, é a sina e a beleza da palavra.
=]
a propósito, temos um café, conversas e origamis pendentes!
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